O uso da água no
parto na história
Já no Egipto
antigo, os benefícios da água para as parturientes era conhecido; nessa altura
os recém-nascidos destinados para o sacerdócio tinham um nascimento aquático.
A civilização
grega também conhecia as virtudes deste elemento para um parto mais tranquilo;
Afrodite, deusa grega da beleza, segundo as crenças da altura, teria nascido no
mar, como nos representa Botticelli num dos seus quadros.
Enquanto que no mundo ocidental, a prática do parto na água foi se perdendo ao longo dos
séculos, outros povos mantiveram-se fieis a este método natural de relaxamento e
de controlo da dor. São exemplos disso tribos como os Maoris na Oceânia, as
Kahunas do Havai (entre muitas outras) que se socorrem da água há centenas de
anos, com sabedoria, para aliviar os desconfortos do trabalho de parto.
Finalmente,
redescobre-se desde os finais do século XX, os benefícios incontestáveis do
parto natural, e neste contexto, ressurge o uso no trabalho de parto de um
elemento tão abundante como esquecido até há pouco tempo: a água; ENNING
(1995:16) refere “[…] na Inglaterra […] existe uma lei que obriga toda
clínica estadual a oferecer uma banheira para o parto na água dentro do centro
obstétrico, como também na Bélgica, e na Holanda[…]”
ENNING (1995) refere-nos
que, no mundo ocidental, só com o Sr. Leboyer se falou pela primeira vez no
parto sem violência (referindo-se ao bem estar do feto). Mais tarde, na Rússia,
Tcharkowskij avança com estudos que revelam que bebés nascidos nas águas do mar
negro, cujas mães fizeram preparação aquática para o parto, tendem a serem mais
precoces tanto a nível intelectual como a nível corporal (deambulam mais cedo
por exemplo). Finalmente, nos anos 70, Michel Odent revoluciona a obstetrícia
francesa recorrendo a uma simples piscina de jardim insuflável que coloca a
disposição das parturientes. Descobre então os benefícios do uso da água no
trabalho de parto……
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